A perícia esta cada vez mais complexa, uma vez que utiliza com freqüência os conhecimentos e as técnicas da genética e biologia molecular para resolver casos sob investigação policial. No local do crime são recolhidos vestígios considerados importantes, como fragmentos de pele do agressor, pelos cabelos, manchas de sangue, marca do calçado, peças de vestuário da vitima, marcas de contato (digitais) e são enviados para o laboratório para fazer analises juntamente com os estudos do DNA.
O estudo do DNA em finalidade forense baseia-se na extração do DNA (ácido desoxirribonucléico) usando a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), é um método de amplificação (de criação de múltiplas cópias) de um DNA, usando kits comerciais que permitem analisar vários polimorfismos do DNA.
Os principais polimorfismos do DNA estudados são STR (Short Tandem Repetas) autossômicos, do cromossoma Y e do cromossoma X. Quando se trata de amostras com quantidades exíguas de material genético degradado, procede-se à análise da região controle do DNA mitocondrial, por seqüência. Atualmente, há outros marcadores genéticos que também podem ser utilizados no estudo de "amostras difíceis", como os SNP (Single Nucleotide Polymorphisms), e a análise LCN (Low Cpy Number).
A parte final da perícia consiste na análise dos resultados. Para a determinação do perfil genético da amostra biológica, terá que se obter o perfil genético de uma amostra de referência colhida no suspeito, para comparação.
Depois de efetuada esta análise elabora-se um relatório final, no qual, entre outros elementos, deverá conter as conclusões que incluem a valorização probabilística dos resultados, no caso dos perfis genéticos referidos serem idênticos.
A análise de vestígios de contato da pele com qualquer superfície, nomeadamente as impressões digitais são feitas por lofoscópica, tendo uma abordagem completamente distinta, através da determinação do seu perfil genético.
Numa impressão digital presentes na superfície de um objeto podem estar aderentes algumas células nucleadas que possibilitem, se houver um tratamento adequado, a extração do DNA e conseqüente análise. Com efeito, vários autores têm demonstrado que é possível obter perfis genéticos a partir de resíduos de impressões digitais latentes, deixadas por simples contato da pele com determinadas superfícies, como papel, facas, canetas, cordas, fios e armas de fogo.
Através de uma técnica desenvolvida por cientistas europeus pode-se descobrir a cor do cabelo de alguém com base em uma pequena amostra de seu DNA, Ou seja: se um bandido se atrapalhar na cena do crime e deixar para trás um pouco de saliva ou uma gota de sangue, os polícias já terão algum vestígio de sua aparência para investigar.
Para identificar os “ingredientes” do DNA que determinam a cor dos fios, os pesquisadores analisaram 45 SNPs (pronuncia-se “snips”) -alterações de uma só letra química- de 12 genes. “As técnicas usadas para analisar o DNA e descobrir a cor dos cabelos já estão em uso em vários laboratórios de criminalística no mundo todo”, afirma Manfred Kayser, um dos autores do trabalho, publicado na revista “Human Genetics”.
Apesar deste grande avanço existem leis bastante rígidas sobre o que pode ou não ser estudado nos genes. Sobretudo em casos policiais.