quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Princípios das Técnicas de PCR

 
            Reação em cadeia pela polimerase é um método de amplificação de DNA sem o uso de um organismo vivo. A PCR é uma das técnicas mais comuns utilizadas em laboratórios e pesquisas biológicas para diversas tarefas.
            O fator central que faz a PCR ser tão importante é que todo organismo vivo possui seqüências de nucleotídeos no DNA que são únicas e específicas para cada espécie. A técnica é usada como função natural da enzima chamada taq-polimerases, retirada da bactéria Thermus Aquaticus.
            A PCR pode amplificar qualquer seqüência específica de DNA, através de amostras de vários materiais biológicos, tais como sangue, urina e outros tecidos corporais; além de amostras de microorganismos, células animais ou vegetais.
            Inicialmente para ser realizado um PCR é a coleta de material biológico, focando no que deverá ser analisado. O Segundo passo é extrair o DNA do material coletado. A adição do posterior do etanol, então fará que o material genético precipite no tubo que posteriormente será solubilizado em tampão apropriado para o uso da reação. O terceiro passo é a preparação da mistura de reação. Essa mistura contém as substâncias necessárias para realização de novas cópias de DNA no processo da PCR. O quarto passo consiste na reação em que é feita em uma máquina especial chamada termociclador que aquece e esfria o tubo em vários ciclos consecutivos para aumentar o DNA. A partir daí vem à síntese de polimerase. Após diversos ciclos o DNA estará amplificado em milhões de cópias.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Desvendando Crimes

   
A perícia esta cada vez mais complexa, uma vez que utiliza com freqüência os conhecimentos e as técnicas da genética e biologia molecular para resolver casos sob investigação policial. No local do crime são recolhidos vestígios considerados importantes, como fragmentos de pele do agressor, pelos cabelos, manchas de sangue, marca do calçado, peças de vestuário da vitima, marcas de contato (digitais) e são enviados para o laboratório para fazer analises juntamente com os estudos do DNA.
         O estudo do DNA em finalidade forense baseia-se na extração do DNA (ácido desoxirribonucléico) usando a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), é um método de amplificação (de criação de múltiplas cópias) de um DNA, usando kits comerciais que permitem analisar vários polimorfismos do DNA.
         Os principais polimorfismos do DNA estudados são STR (Short Tandem Repetas) autossômicos, do cromossoma Y e do cromossoma X. Quando se trata de amostras com quantidades exíguas de material genético degradado, procede-se à análise da região controle do DNA mitocondrial, por seqüência. Atualmente, há outros marcadores genéticos que também podem ser utilizados no estudo de "amostras difíceis", como os SNP (Single Nucleotide Polymorphisms), e a análise LCN (Low Cpy Number).
         A parte final da perícia consiste na análise dos resultados. Para a determinação do perfil genético da amostra biológica, terá que se obter o perfil genético de uma amostra de referência colhida no suspeito, para comparação.
         Depois de efetuada esta análise elabora-se um relatório final, no qual, entre outros elementos, deverá conter as conclusões que incluem a valorização probabilística dos resultados, no caso dos perfis genéticos referidos serem idênticos.
         A análise de vestígios de contato da pele com qualquer superfície, nomeadamente as impressões digitais são feitas por lofoscópica, tendo uma abordagem completamente distinta, através da determinação do seu perfil genético.
Numa impressão digital presentes na superfície de um objeto podem estar aderentes algumas células nucleadas que possibilitem, se houver um tratamento adequado, a extração do DNA e conseqüente análise. Com efeito, vários autores têm demonstrado que é possível obter perfis genéticos a partir de resíduos de impressões digitais latentes, deixadas por simples contato da pele com determinadas superfícies, como papel, facas, canetas, cordas, fios e armas de fogo.
Através de uma técnica desenvolvida por cientistas europeus pode-se descobrir a cor do cabelo de alguém com base em uma pequena amostra de seu DNA, Ou seja: se um bandido se atrapalhar na cena do crime e deixar para trás um pouco de saliva ou uma gota de sangue, os polícias já terão algum vestígio de sua aparência para investigar.
        Para identificar os “ingredientes” do DNA que determinam a cor dos fios, os pesquisadores analisaram 45 SNPs (pronuncia-se “snips”) -alterações de uma só letra química- de 12 genes. “As técnicas usadas para analisar o DNA e descobrir a cor dos cabelos já estão em uso em vários laboratórios de criminalística no mundo todo”, afirma Manfred Kayser, um dos autores do trabalho, publicado na revista “Human Genetics”.
         Apesar deste grande avanço existem leis bastante rígidas sobre o que pode ou não ser estudado nos genes. Sobretudo em casos policiais.

Alimentos Transgênicos

Técnica por agrobacterium tumefaciens
                As agrobactérias são microorganismos que vivem no solo, e tem capacidade de penetrarem em algumas espécies vegetais. Esta bactéria é responsável por causar a galha-da-coroa em algumas plantas.
            A mesma possui um plasmídeo que transporta um tumor Ti, que induz as células das plantas hospedeiras a produzir hormônios vegetais que garante nutrição da bactéria.
A modificação genética é efetuada no plasmídeo Ti, onde ele começa a expressar genes não essenciais, que por sua vez o transforma em um vetor natural de transformação das plantas. Uma vez que o agrobacterium perde parte do seu T-DNA, ele se torna incapaz de produzir tumores nos hospedeiro.
Na transformação mediada por Agrobacterium é necessário que a bactéria fique em contato com explantes, com potencial regenerativo, como segmentos de folhas jovens, embriões zigótenos, entrenós, cotilédones etc. A técnica consiste em colocar o explante na presença do vetor de transformação (Agrobacterium) contendo o gene de interesse onde eles são co-cultivados. As bactérias então infectam o tecido vegetal iniciando o processo de transferência e transformação do genoma da planta. A seguir o tecido é cultivado em meio de regeneração contendo antibiótico para eliminação da Agrobacterium e um agente seletivo para identificar as células transformadas. Essas plantas transformadas são então, regeneradas in vitro e posteriormente aclimatadas (Brasileiro e Cançado, 2000). Por ser uma metodologia fácil de ser aplicada e de baixo custo à transformação via Agrobacterium tem sido a mais amplamente utilizada e como exemplo muito eficiente para dicotiledôneas.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Breve introdução...


Desde o final da década de 50, cientistas aprenderam a caracterizar, isolar e manipular os componentes moleculares das células e organismos. Assim, o cerne da Biologia Molecular compreende o estudo dos processos de replicação, transcrição e tradução do material genético e a regulação desses processos.
Há várias técnicas em biologia molecular usadas numa ampla variedade de estudos tais como genética de populações, estudos sobre evolução ou filogenia, mapeamento, expressão gênica dentre outros que pretenderemos postar ao longo deste blog.

Fonte: News Medical; Universidade Federal de São Carlos