domingo, 9 de outubro de 2011

O possível diagnóstico da dengue com alface transgênica

Cientistas da Universidade de Brasília e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão testando uma tecnologia que permite detectar em menos de 24 horas se uma pessoa está – ou esteve – contaminada por dengue. O segredo: folhas de alface geneticamente modificada.

De acordo com o coordenador do Programa de Prevenção e Controle da Dengue no DF, Ailton Domício, atualmente são necessárias cerca de 72 horas para diagnosticar a doença, e o processo para identificar o possível local de contágio demora cerca de uma semana.

O teste em desenvolvimento é feito a partir da manipulação genética de alfaces para fabricação de fragmentos do vírus causador da doença. O especialista da Embrapa em plantas transgênicas Francisco Aragão disse que a pesquisa vem sendo desenvolvida desde 2008.
A técnica consiste na inoculação de partículas do vírus na planta. Os cientistas obtêm um material que, combinado ao sangue, revela se a pessoa contraiu a doença. Futuramente, segundo o grupo, o método pode inspirar uma “vacina comestível”.

Após divisões celulares na planta, é possível extrair material e juntá-lo ao soro do sangue da pessoa a ser examinada. “Se o vírus estiver presente, a proteína [extraída da planta] vai capturá-lo. A gente faz uma reação de mudança de cor que só acontece na presença do vírus.”
O professor da Universidade de Brasília Tatsuya Nagata aponta outra vantagem no uso de alfaces para montar o primeiro kit nacional de diagnóstico da dengue: a dispensa de cobaia animal.Os testes em curso são realizados por uma doutoranda orientada por Nagata no banco de sangue da Fundação Oswaldo Cruz. Segundo os cientistas, os resultados têm sido “positivos”.
Os pesquisadores estimam que serão necessários mais seis meses para considerar satisfatória a quantidade de soros sanguíneos examinados para validar a pesquisa. Depois, eles devem passar mais cinco anos tentando fazer com que a técnica também permita identificar com qual dos quatro sorotipos da doença a pessoa foi infectada.
Aragão disse que não é possível dizer quando a tecnologia estará disponível para a população, porque depende da avaliação dos órgãos reguladores. O especialista não soube informar os custos da pesquisa.

Vacina ‘comestível’

Outra preocupação dos cientistas é testar os efeitos da ingestão de alface modificada. Segundo Aragão, provavelmente a pessoa vai ficar protegida contra a doença ou, havendo excesso de agente vacinal, ficar imune à vacina que existe. "Mas não tem risco de pegar dengue comendo essa alface."

Embora não seja o objetivo da pesquisa, ele afirma que a tecnologia pode inspirar outros cientistas a formularem uma vacina comestível. O especialista diz, porém, que a dificuldade de controlar a variação da quantidade de agentes vacinais de uma planta para outra pode inviabilizar o desenvolvimento desta forma de imunização.

" Depende da forma como é cultivada, depende do clima. Mesmo em condições controladas pode haver variações e tem [mudanças] também ao longo da vida da planta. [Para desenvolver uma vacina] tem que ter um controle muito bom da quantidade do agente vacinal", afirmou.

FONTE: G1

sábado, 8 de outubro de 2011

Estudo mostra como bactéria passou de ameaça inofensiva a praga mortal

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Feinberg, nos Estados Unidos, descobriram o caminho que levou uma bactéria que causa apenas irritação no estômago a evoluir para um organismo letal, responsável por disseminar a peste bubônica.
A descoberta foi divulgada na edição desta semana da publicação "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), da Academia de Ciências norte-americana.
Com uso de técnicas de manipulação de DNA, os cientistas descobriram o caminho que levou dois organismos com apenas uma célula a serem tão distintos quanto à doença que provocam, mas tão parecidos geneticamente. O primeiro chama-se Yersinia pseudotuberculosis e funciona como ancestral do Yersinia pestis - responsável pela peste bubônica.
O Y. pseudotuberculosis vive no estômago de humanos e causa apenas irritação no local, sendo que muitas pessoas não apresentam sintomas.
Já a bactéria Y. pestis provoca de 1 mil a 3 mil casos de peste bubônica por ano no mundo e está presente em todos os continentes, com exceção da Antártida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo pode dar pistas sobre novas formas de atacar o agente causador da peste bubônica, que segundo os autores ainda é uma doença em atividade no mundo. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos classifica o Y. pestis como uma ameaça de categoria A - grupo ao qual pertencem o antraz, o vírus da varíola e o Ebola.
Para os cientistas, a diferença na agressividade dessas duas subespécies pode estar em pequenas moléculas conhecidas como sRNAs, envolvidas em muitos processos dentro de ambas as bactérias.
A equipe identificou 150 sRNAs, sendo apenas seis deles exclusivos da Y. pseudotuberculosis. A ausência dessas moléculas no Y. pestis é apontada pelos pesquisadores como possíveis responsáveis pela virulência. Essa característica teria surgido nas bactérias da peste bubônica entre 1,5 mil e 20 mil anos atrás.

Cientistas desenvolvem técnica que pode criar células-tronco personalizadas

Uma equipe de cientistas de Nova York afirmou nesta quarta-feira que estão mais perto de conseguirem criar a chamada célula-tronco personalizada.
A técnica envolve pegar um óvulo humano e combiná-lo com uma célula de outra pessoa.
Segundo os pesquisadores, os resultados podem ser usados para tratar várias doenças, já que seria possível produzir, de maneira personalizada para cada paciente, células saudáveis para substituir as doentes.
Em um artigo para a revista científica Nature, a equipe Fundação de Células-Troncos de Nova York disse ter usado uma tecnologia de clone (chamada transferência de núcleos de célula somática) para criar células-tronco embrionárias para combinar com o DNA específico de cada pessoa.
Potencial
As células-tronco têm um grande potencial na medicina, à medida que podem ser desenvolvidas em qualquer outro tipo de célula no corpo.
Ao se criar células do coração, por exemplo, talvez seja possível reparar os danos causados por um ataque cardíaco.
Já há alguns testes clínicos em curso. O primeiro feito com células-tronco embrionárias da Europa está sendo feito em Londres e é relacionado a um tratamento para a perda progressiva da visão.
O teste, porém, não usa as próprias células dos pacientes e por isso é necessário o uso de imunossupressores para evitar o risco de rejeição. E é por isso que o teste da equipe americana é tão importante.
Interrogação
O pesquisador Dieter Egli, do laboratório da Fundação de Células-Troncos de Nova York, afirma que havia até então um grande ponto de interrogação sobre a possibilidade de a técnica do clone ser usada em seres humanos.
'Outras equipes já haviam tentado, mas falharam', disse, explicando que seu grupo também não conseguiu ser bem-sucedido ao usar as técnicas tradicionais.
Quando eles removeram o material genético de um óvulo e o substituíram com cromossomos de uma célula epitelial, o óvulo se dividiu, mas não passou do estágio de 6 a 12 células.
No entanto, quando eles deixaram o material genético no próprio óvulo e adicionaram os cromossomos epiteliais, o óvulo se desenvolveu até o estágio do blastocisto, que pode contar até 100 células e é usado como fonte para células-tronco embrionárias.
'As células produzidas por nossa equipe ainda não são para uso terapêutico. Ainda há muito a ser feito', afirmou Egli à BBC. 'Vemos isso como um passo adiante na estrada, porque agora sabemos que óvulos podem transformar células adultas especializadas, como células da pele, em células-tronco. '


FONTE: G1

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Diagnóstico de Câncer em cães

Trabalho da médica veterinária Luciana Moura Campos Pardini, recém-graduada pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), avaliou amostras de carcinoma de células escamosas, tipo de câncer de pele que atinge os cães. A enfermidade tem como um de seus fatores etiológicos a exposição crônica à radiação UV, que acaba por induzir mutações no genoma, capazes de resultar no surgimento do câncer.

O objetivo do estudo foi identificar nas amostras tumorais, a presença de um fenômeno conhecido como “metilação do DNA”, capaz de silenciar genes cuja função seria identificar e bloquear o desenvolvimento do câncer.

“A metilação é um processo fisiológico, normal, que faz parte do silenciamento de inúmeros genes que devem ser inativados ao longo da vida”, explica Luciana. O gene estudado por ela foi o Foxe1, presente em diferentes espécies, que codifica proteínas com pelo menos 80% de similaridade em animais diferentes. Segundo Luciana, o gene já foi identificado em alguns animais e seres humanos.

“Esse gene tem sido estudado em humanos recentemente e possui influência no surgimento de diversas doenças, entre elas alguns tipos de neoplasias, como carcinoma de tireóide, carcinoma de células escamosas de pulmão e esôfago e adenocarcinoma pancreático”, diz.
Para o processo de análise, é realizada colheita de sangue nos animais. O DNA é tratado com bissulfito de sódio, substância que permite a identificação da metilação. Em seguida, é utilizada a técnica de PCR das amostras, para obtenção de milhões de cópias do DNA, a partir de uma pequena amostra do tumor. Após a análise das amostras, é realizado o sequenciamento do DNA.
“Observamos que a técnica para avaliar o padrão de metilação do gene em seres humanos pode ser utilizada para a mesma avaliação em cães, o que comprova a similaridade entre o genoma das duas espécies e a conservação desse gene ao longo da evolução”, explica Luciana.

Resultados da pesquisa

A identificação da situação do gene, devidamente correlacionada a sinais clínicos e a evolução da doença, permite presumir qual será o comportamento da enfermidade e sua reação diante de determinadas terapias.
“Dessa forma, podemos tomar decisões de tratamento e estabelecer o prognóstico do animal com base nos marcadores moleculares específicos para aquela doença. O trabalho que realizamos foi apenas o primeiro passo, e ele terá continuidade com a avaliação de um maior número de amostras e a correlação dos dados obtidos com o desenvolvimento da doença”, diz Luciana.

FONTE: http://www.planetvet.com.br

domingo, 2 de outubro de 2011

ELETROFORESE EM GEL DE CAMPO PULSANTE (PFGE)


PFGE é uma das técnicas mais utilizadas para análise de identificação de linhagens, bacterianas, fúngicas e de protozoário devido ser um método derivado da eletroforese convencional do DNA em gel de agarose, sendo a principal diferença a mudança repetida da orientação do campo elétrico. Esta mudança provoca o re-arranjo da estrutura conformacional da molécula, permitindo a sua migração no gel e a agarose mantém as moléculas de DNA intactas e ao mesmo tempo permite e difusão de detergente e protease. Esta movimentação obedece ao seguinte princípio: quando um campo elétrico é aplicado ao gel, as moléculas de DNA se alongam na direção do campo e migram no gel. Quando o primeiro campo é removido e um segundo é aplicado em relação ao primeiro, a molécula de DNA deve mudar sua conformação e re-orientação antes que ela possa migrar na direção do segundo campo elétrico O tempo necessário para que essa re-orientação ocorra é proporcional ao peso molecular do fragmento, sendo a re-orientação das moléculas maiores mais demoradas que a das moléculas menores. Existem Diversos equipamento no mercado, que empregam o campo pulsante, sendo que eles apresentam variações na geometria do campo elétrico.

Aplicam-se a PFGE em situações epidemiológicas, de doenças re- emergentes, (Exemplo: KPC, Tuberculose) Em que permite a caracterização e comparação molecular entre as cepas e se foi causada por uma infecção da comunidade ou por um agente patogênico nosocomial, consegue verificar se os responsáveis pelo surto são do mesmo clone ou são de clones diferentes se o cada paciente adquiriu a bactéria separadamente ou se receberam uma mesma bactéria de um mesmo local visando auxiliar em medidas racionais para controle a disseminação do microrganismo.

Combate às doenças respiratórias



Uma das doenças respiratórias mais graves para aves comerciais, provocada pelo metapneumovírus, pode ser impedida com a introdução de moléculas de RNA nas células infectadas. A técnica foi testada com sucesso pela médica veterinária Helena Lage Ferreira em laboratório. Pelos resultados obtidos e pelo histórico de trabalho associado à pesquisa de doenças respiratórias aviárias, que inclui estudos sobre a Gripe Aviária também, a cientista foi contemplada com  o Prêmio Fundação Bunge 2011, na categoria Juventude, no tema Defesa Sanitária Animal e Vegetal.

De acordo com Helena Lage, o metapneumovírus foi descoberto no final dos anos 70 e a técnica para combatê-lo, criada no começo dos anos 2000. Este invenção conferiu a cientistas estrangeiros o prêmio Nobel, em 2006. Entre 2004 a 2007, Lage desenvolveu sua tese de doutorado, testando o “Efeito da Interferência por RNA na replicação do metapneumovírus aviário subtipo A”. Este é um método que aplica moléculas de RNA nas células das aves infectadas pelo vírus. Este procedimento impede a reprodução do vírus e a manifestação da doença. O RNA é o responsável pela síntese de proteínas da célula e pode catalisar importantes reações biológicas no organismo.
Conforme explica, “as aves silvestres são hospedeiros naturais destes vírus, não apresentando problemas respiratórios provocados por ele. No entanto, especialmente galinhas e perus, típicas aves de produção, são mais sensíveis e acometidos pelo problema”. Embora tenha registrado grande sucesso, a técnica ainda não passou a ser utilizada comercialmente, pelo custo que representava. “O mesmo sistema, no entanto, passou a ser aplicado para o combate ao metapneumovírus humano”, afirma Helena Lage. A especialista Adriana Riccetto, mestre e doutora em Saúde da Criança e do Adolescente, explica que sua aplicação em humanos é ainda experimental; estudos clínicos estão sendo desenvolvidos para aplicação clínica futura. Desde 2004, há estudos sobre o uso da Interferência de RNA para diversos vírus que causam doenças respiratórias, como o coronavírus, adenovírua, influenza e vírus sincicial respiratóri. A aplicação, conforme os estudos, é, principalmente, intra-nasal, que aparentemente tem bons resultados. Aguardam-se novos estudos para o uso clínico rotineiro.

Gripe Aviária
O histórico de trabalho de Helena Lage inclui ainda um estudo sobre a gripe aviária, relacionado ao que é denominado de escape viral. A médica veterinária identificou que no tipo H5 (existem 16 tipos de hemaglutinina –HA) nos influenza vírus), encontrado esporadicamente em seres humanos, um dos aminoácidos da proteína HA se modifica após a transmissão de hospedeiros.”Não há um vírus exatamente igual ao outro e isso dificulta a criação de uma vacina”, afirma. Este estudo conferiu à cientista um prêmio em 2009, no 7th International Symposium on Avian Influenza.

FONTE: http://www.aviculturaindustrial.com.br

FHemoam anuncia novo exame de biologia molecular


O prazo para a detecção de doenças presentes em bolsas de sangue doadas no Amazonas deverá ser reduzido. A Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam) informou que, até o final do ano, irá começar a realizar exames de biologia molecular no sangue doado pela população para detectar se há a presença de algum vírus.
 De acordo com o diretor-presidente da FHemoam, Nelson Fraiji, atualmente, nos exames sorológicos realizados pela instituição, algumas doenças são detectadas em um prazo de até 70 dias. Com a realização do exame molecular, esse prazo deve passar para 20 dias. O diretor informou que a conclusão dos trabalhos de instalação do laboratório onde os exames serão realizados deve acontecer em três meses e os primeiros testes no sangue doado serão realizados até dezembro.
 A preparação do hemocentro para a realização do exame será um dos temas que serão discutidos amanhã e sexta-feira, no Workshop de Reestruturação da Rede Hemoterápica da Amazônia Ocidental, que será realizado no hotel Da Vinci, em Manaus. Segundo Fraiji, além do material coletado no Amazonas, o laboratório montado na FHemoam também irá realizar testes em materiais encaminhados por hemocentros de Rondônia, Acre e Roraima. “Iremos discutir nesse workshop todas as medidas que precisamos adotar para o recebimento do material desses estados.
Esse é um exame sofisticado que está em implantação em todo o País”, apontou. O diretor explicou que esse exame é mais seguro porque detecta a existência do DNA e RNA do vírus ou qualquer tipo de doença que esteja presente no sangue. Nas coletas feitas pela unidade no Amazonas, as doenças mais comuns detectadas é a presença do vírus da hepatite e malária. Além da realização do exame, também deverá ser discutida, amanhã, a implantação de oito pólos da FHemoam no interior do Amazonas. Segundo Nelson Fraiji, serão estruturadas, a partir do ano que vem, unidades do hemocentro em municípios como Parintins, Itacoatiara, Coari, Tefé, Tabatinga, Humaitá e São Gabriel da Cachoeira. Nas unidades será possível fazer o desmembramento do sangue, como a separação de hemácias e plaquetas, o que é feito atualmente somente na sede do órgão em Manaus. Representantes dos hemocentros de toda a região Norte e da Fiocruz devem estar presentes no evento.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

DNA de bactérias e perícia criminal

                Pesquisas com a composição da microbiota das mãos das pessoas têm mostrado que existe uma configuração individual de microrganismos, ou seja, cada indivíduo possui uma composição de bactérias praticamente única. Sendo esse dado válido até mesmo para gêmeos univitelinos, que são os únicos indivíduos que possuem o mesmo DNA. Dessa forma, além de se utilizar o DNA humano para a identificação de suspeitos de crimes, o material genético bacteriano surge como uma potencial ferramenta para auxiliar os peritos criminais.

                Outro fator relevante, é a quantidade de DNA, em locais que não se encontram sangue, saliva ou algum outro material humano em dosagens mínimas, não há DNA suficiente para a realização de testes de identificação forenses. Já para se conseguir uma boa quantidade de material genético bacteriano basta apenas recolher células, desses organismos, das superfícies tocadas pelo possível criminoso.

                Na primeira parte da pesquisa, foram comparadas amostras de bactérias recolhidas em três teclados de computador e nos dedos dos respectivos donos. Após analisar o DNA bacteriano, o grupo concluiu que o material genético dos dois tipos de amostras era similar. Quando a comparação foi feita com outros 15 teclados nunca tocados pelos três voluntários, não houve o mesmo grau de correspondência.

                Devido a todas as vantagens, existe muita expectativa com relação a esse trabalho, que apesar de estar em fase inicial de experimentação, já mostrou resultados significativos. Agora, depois de ter movimentado o mundo com o Projeto Genoma Humano, cientistas já vislumbram o Projeto Genoma da Microbiota Humana, que mesmo sendo novidade para muitos, já se mostra ter um futuro promissor. E além de complementar as análises forenses, contribuirá nas diversas áreas da microbiologia e medicina, levando um novo enfoque para a bioética, uma vez que características humanas estarão em estudo. Portanto, os microrganismos, mesmo sendo tão simples em composição, demonstram, a cada dia, serem de suma importância para a ciência.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

células-tronco pluripotentes induzidas

            Novo fator que influencia na reprogramação de células adultas para a geração de células-tronco pluripotentes – que são capazes de se diferenciar em outros tecidos do corpo, como ocorre com as células-tronco embrionárias, mas sem a destruição de embriões.
            Realizado por pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP – e do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP), o estudo gerou o primeiro artigo científico feito no país sobre células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês). Os resultados foram publicados na última quarta-feira (2/6), na edição on-line da revista Stem Cells and Development, e em breve sairão na edição impressa.
            As IPS são artificialmente derivadas de células somáticas reprogramadas por meio da introdução de determinados genes. A técnica foi desenvolvida em 2006 por um grupo coordenado por Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, no Japão. Desde então, os cientistas têm utilizado, para a reprogramação, quatro genes ligados ao processo de especialização das células, que são introduzidos em fibroblastos (células do tecido conjuntivo) com a ajuda de retrovírus.
            O grupo brasileiro conseguiu “forçar” a reprogramação utilizando um novo gene, conhecido como TCL-1A. De acordo com o primeiro autor do artigo, Dimas Tadeu Covas, coordenador de transferência do CTC e diretor-presidente da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, a descoberta de mais um fator que influencia a reprogramação das células-tronco contribui para a compreensão do mecanismo que leva à pluripotência. “Ainda não se conhece inteiramente o mecanismo e é importante que um grupo brasileiro tenha dado essa contribuição. O estudo não é uma repetição do esquema tradicional, com o uso dos quatro genes, mas faz uma nova combinação de fatores de transcrição – o fator TCL-1A ainda não havia sido descrito. É importante também por ser a primeira publicação brasileira sobre IPS”, disse à Agência FAPESP.
            Outra diferença em relação ao trabalho do grupo japonês, realizado em 2006, segundo Covas, é que não se trata de uma reprogramação integral, mas apenas parcial. “O mais importante é que a reprogramação não levou à formação, nos camundongos, de um teratoma – um tumor embrionário que surge frequentemente quando trabalhamos com células-tronco embrionárias”, disse. Os fatores de transcrição utilizados até agora para a reprogramação de células somáticas, transformando-as em pluripotenciais, eram os genes OCT4, SOX2, KLF4 e C-MYC.
            O grupo brasileiro utilizou uma nova combinação, que acrescenta o TCL-1A ao C-MYC e ao SOX2. Segundo o estudo, as células geradas com a ajuda desses três fatores são semelhantes às células-tronco embrionárias humanas em termos de morfologia, capacidade de diferenciação em células de três camadas embrionárias e em relação ao nível de expressão genética global.

Células em quantidade

            Segundo Covas, as IPS serão extremamente úteis para a compreensão dos mecanismos de reprogramação e para, no futuro, permitir o desenvolvimento de terapias celulares inovadoras. “Atualmente, a grande esperança é que as IPS possam exercer um papel importante na chamada medicina regenerativa. A razão para isso é que, ao utilizar células do próprio paciente e reprogramá-las, temos certeza de que elas serão compatíveis com o seu organismo”, afirmou.
            Outra vantagem, além da compatibilidade com o paciente, é que a técnica deverá permitir a obtenção de grandes quantidades de células, já que elas são reproduzidas em cultura. “Além disso, elas podem não ser teratogênicas, o que é um grande problema com as células embrionárias. Neste momento, outros grupos estão utilizando as células IPS em modelos experimentais para vários tipos de doenças. É um campo novo, cujo primeiro trabalho foi lançado há quatro anos, mas que tem evoluído de forma muito vigorosa”, disse Covas.
            O artigo Pluripotent reprogramming of fibroblasts by lentiviral-mediated insertion of SOX2, C-MYC and TCL-1A, de Dimas Covas e outros, pode ser lido por assinantes da Stem Cells and Development em www.liebertpub.com/SCD.

FONTE:  AGENCIA FAPESP

DNA barcoding

Em 250 anos de prática taxonômica os cientistas descreveram cerca de 1,7 milhões de espécies de seres vivos. Mas estima-se que cerca de 87% das espécies existentes ainda são completamente desconhecidas, de acordo com o professor Cláudio Oliveira, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu.
            Segundo ele, o Brasil está contribuindo para diminuir essa imensa lacuna do conhecimento com o uso da técnica de DNA barcoding – ou código de barras de DNA – que vem se estabelecendo como um padrão global para a identificação de espécies biológicas.
Durante o 7º Simpósio do Programa BIOTA-FAPESP, realizado na semana passada em São Carlos (SP), Oliveira afirmou que, utilizando a técnica de DNA barcoding, a Rede de Pesquisa de Identificação Molecular da Biodiversidade Brasileira (BR-BoL) deverá catalogar 120 mil exemplares de 24 mil espécies em quatro anos. A rede, coordenada por Oliveira, tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e integra o projeto internacional Barcode of Life (“Código de Barras da Vida, ou iBOL, na sigla em inglês), iniciado em 2004. Os dados coletados são inseridos na base de dados Barcode of Life Data Systems (Bold, na sigla em inglês). “O objetivo é que, em quatro anos, sejam catalogados 120 mil exemplares na base Bold. Nossa estimativa é que isso corresponda a cerca de 10% da biodiversidade brasileira”, disse Oliveira. Segundo ele, atualmente são conhecidas – isto é, possuem nome científico – cerca de 50 mil espécies de vertebrados, 800 mil espécies de insetos, 200 mil espécies de plantas com flores. Mas os números das espécies desconhecidas são muito mais impressionantes. “Estima-se que o número de espécies ignoradas seja da ordem de 10 vezes o número das espécies identificadas taxonomicamente. Os vertebrados são até bem conhecidos: calcula-se que a taxa de desconhecimento seja de apenas 7%. Mas essa taxa é de 15% para as plantas, 65% para moluscos, 80% para protozoários, 90% para insetos e 99% para bactérias, por exemplo. Por isso é fundamental ter um método simples e eficaz de identificação, como o DNA barcoding”, afirmou.
            A base Bold tem catalogada, atualmente, mais de 106 mil espécies descritas em mais de 1,2 milhões de registros de código de barras. O processo é rápido, já que começou há apenas cinco anos. Mas a principal característica é a confiabilidade: com a técnica, os cientistas têm mais de 90% de chance de identificar com precisão as espécies. “A base Bold preza muito pela qualidade dos dados. Para cada indivíduo há duas páginas de informação e não se trata de informação estática. Se identificamos uma seqüência idêntica à que está na base, mas verificamos que o organismo é outro, podemos fazer reparos nos dados. Assim, o crescimento da base de dados apura sua qualidade progressivamente”, disse Oliveira

Erro histórico corrigido

            Durante o evento, que foi realizado em conjunto com a 7ª Reunião de Avaliação do Programa BIOTA-FAPESP e a Reunião de Avaliação do Bioprospecta, Oliveira apresentou uma conferência sobre a aplicação do DNA Barcoding no estudo comparativo de faunas.
            Ele descreveu um estudo realizado por seu grupo que, graças à técnica do DNA barcoding, foi capaz de revelar e corrigir um erro taxonômico histórico. Em artigo publicado na revista Zootaxa, os cientistas revelaram que existiam dois nomes para uma única espécie de tainha. O projeto “Filo geografia das espécies de tainha Mugil Liza e Mugil platanus, tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular. “A espécie Mugil Liza foi identificada em 1836 em Maracaibo, na Venezuela. Em 1880 foi identificada a suposta espécie Mugil platanus, em Buenos Aires, na Argentina. Mas no DNA barcoding, as espécies diferentes de tainha apresentam uma distância genética de quase 20%. Entre a Liza e a platanus havia uma distância genética de apenas 0,2%”, explicou o pesquisador.
            Antes do estudo, considerava-se que a tainha encontrada entre a Venezuela e Cabo Frio (RJ) era Mugil Liza e, dali até a Argentina, o Mugil platanus. Ambas apresentavam, de fato, algumas diferenças morfológicas. “A análise genética mostrou que as diferenças eram um polimorfismo ocasionado pela variação da temperatura da água. Essa diferença não tem validade do ponto de vista taxonômico. Trata-se de uma única espécie distribuída no Oceano Atlântico em toda a América do Sul. Em 2010, descrevemos a espécie com seu verdadeiro nome: Mugil liza”, disse Oliveira.
            O cientista também coordena o Projeto Temático “Biodiversidade e relações filogenéticas dos gêneros Astyanax, Hemigrammus, Hyphessobrycon e Moenkhausia”, financiado pela FAPESP.

Envelhecimento celular e Câncer

           
                Diferentemente de uma célula sadia, a cancerígena não entra em senescência, ou seja, não envelhece. Uma nova pesquisa, com resultados publicados na revista Science, identificou dois genes que estão envolvidos nessa maior durabilidade das células cancerígenas.
O estudo foi feito por cientistas nos Estados Unidos em parceria com duas cientistas brasileiras: a pesquisadora Sueli Mieko Oba-Shinjo e a professora Suely Kazue Nagahashi Marie, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O envelhecimento celular é determinado pelo mecanismo molecular caracterizado pelo encurtamento do telômero – parte da seqüência de DNA que protege as extremidades dos cromossomos. Nesse mecanismo, os telômeros ativam a enzima telomerase, que provoca seu encurtamento. Mas isso não ocorre em células cancerígenas, uma vez que elas não produzem essa enzima. O estudo revela uma nova via em células cancerígenas – independente da telomerase – para a manutenção do comprimento do telômero. O trabalho identificou, por meio de uma técnica de marcação histológica molecular chamada “hibridização in-situ com marcadores fluorescentes específicos de telômeros” (FISH, em inglês), dois genes encontrados com alta freqüência em tumores, denominados ATRX e DAXX. Esses genes são responsáveis por manter o comprimento dos telômeros, evitando o envelhecimento das células cancerígenas. “Alguns dos mecanismos das células cancerosas são o aumento da proliferação, da migração e a ausência da apoptose [morte celular programada ou renovação celular]”, disse Marie à Agência FAPESP.
                Segundo ela, nos genes ATRX e DAXX foram detectadas mutações – por seqüenciamento ou por imunomarcação – em alguns tipos de câncer. “Todos os genes com uma grande alteração na seqüência tinham o telômero mais preservado, o que justifica um dos mecanismos do processo de câncer”, contou.
                Essa mutação foi detectada pela primeira vez em carcinomas de pâncreas, como descreve o artigo na Science. Mas o grupo também identificou a mutação em outros 447 tipos de câncer, entre deles o glioblastoma multiforme – tumor maligno que ataca o sistema nervoso central e atinge tanto crianças como adultos – e o oligodendroglioma – que também ataca o sistema nervoso e tem origem na célula oligodendroglial.
                Para os pesquisadores, o objetivo a ser atingido com esses marcadores é o de detectar a doença o quanto antes para que seja possível evitar o crescimento do tumor sólido. “Essas são mutações genéticas que só existem nos tumores. Se conseguirmos rastreá-las durante a evolução do paciente será possível saber, precocemente, se o tumor voltou ou se está crescendo”, disse Marie. Esse conhecimento poderá ser aplicado em novas terapias contra o câncer. O estudo foi liderado por cientistas do Departamento de Patologia do Johns Hopkins Medical Institutions, em Baltimore.

Projeto Temático

                Marie atua há mais de dez anos na área genômica e coordenou diversos projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP, entre eles o Temático recém- concluído "Procura de marcadores moleculares relacionados ao diagnóstico e prognóstico de tumores do sistema nervoso central".
                O artigo que acaba de sair na Science é a terceira publicação na revista resultante de trabalhos desenvolvidos pela rede de pesquisas criada a partir do Projeto Temático e que envolve, no Brasil, além do Departamento de Neurologia da FMUSP, o Hospital do Câncer, em Barretos, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a USP de Ribeirão Preto. Os artigos Integrated Genomic Analysis of Human Glioblastoma Multiform, de 26 de setembro de 2008 (doi: 10.1126/science.1164382), e The Genetic Landscape of the Childhood Cancer Medulloblastoma, de 28 de janeiro de 2011 (doi: 10.1126/science.1198056), descrevem os resultados obtidos pelas pesquisas do grupo com a identificação de marcadores para o diagnóstico precoce de câncer, realizadas em colaboração com instituições nos Estados Unidos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Diagnóstico precoce evita bacteriose de maracujá

           Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, pesquisa desenvolveu um protocolo para a identificação e o diagnóstico da bactéria patogênica Xanthomonas axonopodis pv. passiflorae, responsável pela bacteriose do maracujá, doença que ataca os maracujazeiros. O trabalho da bióloga Carla de Freitas Munhoz avaliou a diversidade genética de isolados da bactéria e estabeleceu um método de diagnóstico precoce que utiliza pequenas amostras de folhas de maracujá.
           A diversidade genética de uma coleção de 87 isolados bacterianos, coletados em 22 cidades de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal, foi analisada utilizando-se perfis moleculares gerados pela técnica denominada Amplified Fragment Length Polymorphism (AFLP), usada em pesquisas genéticas. “Nos pomares de Bauru, Lençóis Paulista, Piratininga, Avaí, Fernão e Limeira, as plantas estavam doentes, possibilitando a coleta da bactéria”, diz a bióloga. “Nos pomares de Lins, Guaimbê, Analândia e Corumbataí não havia incidência da doença, assim como no Vale do Ribeira, o que pode ser explicado pelo clima da região que, apesar de úmido, apresenta temperaturas pouco elevadas, não favoráveis ao micro-organismo”.
          Foram detectadas diferenças genéticas, associadas à região geográfica onde o isolado bacteriano foi coletado. “Parte do genoma da Xanthomonas do maracujá foi analisada, comparando-se com os demais patovares e notou-se que existia uma base nucleotídica que diferenciava os isolados que atacam os maracujás dos demais das outras lavouras”, ressalta a professora Maria Lúcia Carneiro Vieira, orientadora do trabalho. “O protocolo molecular desenvolvido para a detecção da bactéria se mostrou eficiente, ou seja, é específico para a detecção da bactéria do maracujá”.
         O protocolo é fundamentado na reação em cadeia da polimerase (PCR), que amplifica uma sequência específica do DNA do patógeno, permitindo se desenvolver um kit que diagnostica a presença da bactéria. “Isso é importante para os produtores e viveiristas, ou seja, dispor de uma metodologia rápida de diagnóstico do patógeno antes do aparecimento dos sintomas”, afirma Carla. “O conjunto de primers (Xapas), desenhado a partir da sequência intergênica 16S-23S rRNA, se mostrou específico para a bactéria, e essa sequência permitiu que fosse detectada em toda a nossa coleção”, afirma Carla.

Triagem

        As pesquisadoras apontam que o protocolo desenvolvido para o diagnóstico do patógeno é útil aos proprietários de viveiros que podem fazer uma triagem em suas mudas antes de distribuí-las aos produtores, evitando a disseminação da doença. Também pode ser útil aos pesquisadores que trabalham com a bacteriose do maracujá para certificarem-se ou da presença ou não do patógeno em seus ensaios ou ao coletarem plantas assintomáticas.
       O Brasil é o maior produtor e consumidor mundial do fruto, porém a cultura tem registrado significativas perdas pela bacteriose, doença de difícil controle e de ocorrência generalizada. “O patógeno causa a mancha oleosa ou bacteriose do maracujazeiro, doença que além de acarretar a baixa produção de frutos, pode causar a morte das plantas”, revela a bióloga.
       A pesquisa é descrita na tese de doutorado de Carla de Freitas Munhoz, apresentada no Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da Esalq. O trabalho foi orientado pela professora Maria Lúcia Carneiro Vieira, do Departamento de Genética (LGN). Os estudos tiveram o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a participação de pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná.

FONTE: http://www.oreporter.com/

CURSO DE PERÍCIAS FORENSES

       Pessoal resolvemos postar esse curso, devido sua importância em relação as praticas moleculares bastante utilizada em perícias criminais. 


                       CURSO DE PERÍCIAS FORENSES
10 de Setembro - BRASÍLIA
  
Será realizado pela Renova Cursos no dia 10 de SETEMBRO das 9hs às 18hs o"CURSO DE PERÍCIAS FORENSES" no ST. PAUL PLAZA HOTEL - SHS Quadra 2, Bloco H – Brasília - DF
PUBLICO ALVO

Estudantes e Profissionais das áreas de Farmácia e Bioquímica; Ciências Biológicas, Biomedicina, Biotecnologia, Enfermagem, Medicina, Direito e demais interessados.

PROGRAMAÇÃO

• 1. INTRODUÇÃO À PERÍCIA FORENSE:

- Conceito de Perícia, Peritos e Assistentes Técnicos

- Pré Requisitos Legais, Certificações e Títulos

- Alguns Campos de Atuação do Perito Criminal 

- Crimes Contra a Vida e a Prova Pericial.

• 2.  TÓPICOS EM TOXICOLOGIA FORENSE:

- Principais Grupos de Substancias Tóxicas;

- Drogas Psicoativas da Atualidade (DESING DRUGS E DATE RAPE DRUGS);

- Depois da LEI SECA: Álcool e Transito;

- Estudo de Casos;

• 3. IDENTIFICAÇÃO HUMANA ATRAVÉS DA  PAPILOSCOPIA FORENSE;

• 4. TÓPICOS EM BALISTICA FORENSE: 

- Balística Interna;

- Balística Externa;

- Balística dos Efeitos.



 PALESTRANTE:

• Dra. Célia Corrigliano: Perita Criminal de 1a. classe / Núcleo de Toxicologia Forense / Centro de Exames Análise  e Perícias / Instituto Médico-Legal / Superintendência de Policia Técnico-Científica / Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.


INVESTIMENTO:

Profissionais.........................................................................................................R$ 200,00 (Pago em 2 vezes)*

Estudantes (Graduação e Pós Graduação).......................................................R$ 100,00 (Pago em 2 vezes)*



* Desconto para Grupos de 5 estudantes (R$ 90,00 cada),Grupos de 3 Profissionais (R$ 150,00 cada)
Para grupos maiores de 15 participantes, favor entrar em contato com a empresa para descontos especiais

 

Como se inscrever:


 • Preencher ficha de inscrição on-line (www.renovacursos.com.br);

 • Após a confirmação da vaga, efetuar depósito de 50% do valor do Curso no prazo de 72hs (3 dias) e enviar o comprovante via e-mail  (scaneado, foto ou digitar dados do comprovante no corpo de texto do e-mail).
   Os 50% restantes deverão ser pagos no dia do Curso;

Banco Bradesco – Agencia: 3035 – C/C: 111240-6

Renova Cursos e Eventos Ltda. CNPJ: 12.654.987/0001-47

 


  * No valor da taxa estão inclusos: Material Didático, Welcome Coffe e Certificado.


  ** Estudantes deverão apresentar um comprovante de matrícula ou boleto da Faculdade;

 

  *** Em caso de desistência será devolvido o valor pago quando a desistência for comunicada até dia 03/09/2011.

 

LOCAL DO EVENTO

ST. PAUL PLAZA HOTEL
SHS Quadra 2, Bloco 
Brasília - DF

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Princípios das Técnicas de PCR

 
            Reação em cadeia pela polimerase é um método de amplificação de DNA sem o uso de um organismo vivo. A PCR é uma das técnicas mais comuns utilizadas em laboratórios e pesquisas biológicas para diversas tarefas.
            O fator central que faz a PCR ser tão importante é que todo organismo vivo possui seqüências de nucleotídeos no DNA que são únicas e específicas para cada espécie. A técnica é usada como função natural da enzima chamada taq-polimerases, retirada da bactéria Thermus Aquaticus.
            A PCR pode amplificar qualquer seqüência específica de DNA, através de amostras de vários materiais biológicos, tais como sangue, urina e outros tecidos corporais; além de amostras de microorganismos, células animais ou vegetais.
            Inicialmente para ser realizado um PCR é a coleta de material biológico, focando no que deverá ser analisado. O Segundo passo é extrair o DNA do material coletado. A adição do posterior do etanol, então fará que o material genético precipite no tubo que posteriormente será solubilizado em tampão apropriado para o uso da reação. O terceiro passo é a preparação da mistura de reação. Essa mistura contém as substâncias necessárias para realização de novas cópias de DNA no processo da PCR. O quarto passo consiste na reação em que é feita em uma máquina especial chamada termociclador que aquece e esfria o tubo em vários ciclos consecutivos para aumentar o DNA. A partir daí vem à síntese de polimerase. Após diversos ciclos o DNA estará amplificado em milhões de cópias.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Desvendando Crimes

   
A perícia esta cada vez mais complexa, uma vez que utiliza com freqüência os conhecimentos e as técnicas da genética e biologia molecular para resolver casos sob investigação policial. No local do crime são recolhidos vestígios considerados importantes, como fragmentos de pele do agressor, pelos cabelos, manchas de sangue, marca do calçado, peças de vestuário da vitima, marcas de contato (digitais) e são enviados para o laboratório para fazer analises juntamente com os estudos do DNA.
         O estudo do DNA em finalidade forense baseia-se na extração do DNA (ácido desoxirribonucléico) usando a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), é um método de amplificação (de criação de múltiplas cópias) de um DNA, usando kits comerciais que permitem analisar vários polimorfismos do DNA.
         Os principais polimorfismos do DNA estudados são STR (Short Tandem Repetas) autossômicos, do cromossoma Y e do cromossoma X. Quando se trata de amostras com quantidades exíguas de material genético degradado, procede-se à análise da região controle do DNA mitocondrial, por seqüência. Atualmente, há outros marcadores genéticos que também podem ser utilizados no estudo de "amostras difíceis", como os SNP (Single Nucleotide Polymorphisms), e a análise LCN (Low Cpy Number).
         A parte final da perícia consiste na análise dos resultados. Para a determinação do perfil genético da amostra biológica, terá que se obter o perfil genético de uma amostra de referência colhida no suspeito, para comparação.
         Depois de efetuada esta análise elabora-se um relatório final, no qual, entre outros elementos, deverá conter as conclusões que incluem a valorização probabilística dos resultados, no caso dos perfis genéticos referidos serem idênticos.
         A análise de vestígios de contato da pele com qualquer superfície, nomeadamente as impressões digitais são feitas por lofoscópica, tendo uma abordagem completamente distinta, através da determinação do seu perfil genético.
Numa impressão digital presentes na superfície de um objeto podem estar aderentes algumas células nucleadas que possibilitem, se houver um tratamento adequado, a extração do DNA e conseqüente análise. Com efeito, vários autores têm demonstrado que é possível obter perfis genéticos a partir de resíduos de impressões digitais latentes, deixadas por simples contato da pele com determinadas superfícies, como papel, facas, canetas, cordas, fios e armas de fogo.
Através de uma técnica desenvolvida por cientistas europeus pode-se descobrir a cor do cabelo de alguém com base em uma pequena amostra de seu DNA, Ou seja: se um bandido se atrapalhar na cena do crime e deixar para trás um pouco de saliva ou uma gota de sangue, os polícias já terão algum vestígio de sua aparência para investigar.
        Para identificar os “ingredientes” do DNA que determinam a cor dos fios, os pesquisadores analisaram 45 SNPs (pronuncia-se “snips”) -alterações de uma só letra química- de 12 genes. “As técnicas usadas para analisar o DNA e descobrir a cor dos cabelos já estão em uso em vários laboratórios de criminalística no mundo todo”, afirma Manfred Kayser, um dos autores do trabalho, publicado na revista “Human Genetics”.
         Apesar deste grande avanço existem leis bastante rígidas sobre o que pode ou não ser estudado nos genes. Sobretudo em casos policiais.